[Resenha] O Príncipe da Névoa

Título: O Príncipe da Névoa
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Ano: 2013
Páginas: 184
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Classificação: 

Sinopse: Em 1943, a família do jovem Max Carver muda para um vilarejo no litoral, por decisão do pai, um relojoeiro e inventor. Porém, a nova casa dos Carver está cercada de mistérios. Atrás do imóvel, Max descobre um jardim abandonado, contendo uma estranha estátua e símbolos desconhecidos. 
Os novos moradores se sentem cada vez mais ansiosos: a irmã de Max, Alicia, tem sonhos perturbadores, enquanto ao outra irmã, Irina, ouve vozes que sussurram para ela de um velho armário. Com a ajuda de Roland, um novo amigo, Max também descobre os restos de um barco que afundou há muitos anos, numa terrível tempestade. Todos a bordo morreram na ocasião, menos um homem - um engenheiro que construiu o farol no fim da praia. 
Enquanto os adolescentes exploram o naufrágio, investigam os mistérios e vivem um primeiro amor, um diabólico personagem surge na trama. Trata-se do Príncipe da Névoa, um ser capaz de conceder desejos a uma pessoa, ainda que, em troca, cobrasse um preço demasiadamente alto. 


        O primeiro contato que tive com as obras de Záfon foi através de A sombra do Vento, e já fiquei apaixonada pela escrito do autor, que atualmente é um dos meus favoritos.

     O Príncipe da Névoa foi escrito na década de 90 quando Záfon não tinha ainda nenhum editor e resolveu apresentar sua ideia num concurso de literatura juvenil, do qual foio vencedor. Este foi seu primeiro romance publicado e voltado para um público juvenil, do qual ser foco principal foi escrever algo que ele teria gostado de ler quando tinha 13,14 anos, mas que continuasse a interessar também aos 23, 43 ou 83 anos.

     O livro conta a história de Max, um garoto de 13 anos que vê sua vida mudar quando seu pai anuncia que irão se mudar para uma casa na praia, ficando assim mais longe possível da guerra que ocorre no país. Instalados em sua nova residência Max, seus pais e suas duas irmãs tentam se adaptar a mudança, mas coisas estranhas e sobrenaturais começam a acontecer. A casa que era o antigo lar de uma família que teve um trágico fim, possui um estranho jardim com estátuas de uma trupe de circo incluindo a de um palhaço que parece mudar de forma algumas vezes. Ao explorar a nova cidade, Max faz amizade com Roland, um garoto local que mora com o avô no farol e que adora mergulhar até um antigo navio que afundou durante uma tempestade há 25 anos atrás e o único sobrevivente foi o seu próprio avô. Após estranhos acontecimentos, os jovens descobrem que tudo está ligado, e o principal elo é O Príncipe da Névoa, um ser capaz de realizar mais profundos desejos mas sempre com um caro preço a se pagar.


O autor que é conhecido por sempre escrever seus livros em contexto histórico e com este não foi muito diferente, pois o livro se passa em 1943 em meio a guerra que assombra o país. Mesmo se tratando de um romance juvenil, Záfon mantém sua postura de escrita porém um pouco menos amadurecida do que já estamos acostumados em relação a seus livros adultos,  mas a leitura é completamente fácil e flui de uma maneira que não se torna nem um pouco cansativa e se torna interessante à todas as idades.
A narração é em terceira pessoa através dos personagens principais, mas em sua maioria é feita por Max. Na história temos poucos personagens principais e o destaque fica em Max, sua irmã Alicia, o amigo Roland e o avô Victor, que é de suma importância para o desenvolvimento. O autor mesmo em poucas páginas consegue fazer o leitor sentir o elo que nasce entre os três,principalmente entre Max e Alícia e assim como o amadurecimento dos adolescentes diante toda a situação em que se encontram.

E se tem algo que Záfon consegue, é dar vida as palavras e aflorar todos os tipos de sentimento no leitor. A história tem um toque sobrenatural, mas mesmo assim aflora o seu lado sentimental e o autor soube muito bem como conseguir misturar os dois gêneros.
Vale destacar também a forma como foi criado O Príncipe da Névoa e todo o mistério ao redor desse personagem que é sem dúvidas pra lá de assustador e tem aquele toque de vilão que o público juvenil adora, mas de uma forma tão bem elaborada que envolve todas as idades.

"É como alguém que decide trapacear num jogo que não lhe agrada. A maioria das vezes, é descoberto e a trapaça chega ao fim. Mas, em outras, o trapaceiro consegue se dar bem. E se em vez de usar dados ou cartas, o jogo é de vida ou morte, um trapaceiro se transforma numa pessoa muito perigosa."

A editora soube desenvolver muito bem a capa, pois deixa bem claro a sua ligação com a história e assim como, a diagramação que também é de fácil leitura.

Para quem quer um livro curto que de para ler em pouco tempo, mas com um conteúdo enorme é uma ótima indicação e sem contar que para quem não conhece a escrita fascinante deste autor, é uma boa forma de começar.

6 comentários:

  1. Olá, não conhecia o livro fiquei super curiosa gostei bastante da premissa, já vou adicionar no Skoob. Parabéns pelo blog que seja um sucesso ;)

    www.mundofantasticodoslivros.blogspot.com

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    1. Adicione sim, tenho certeza que você irá gostar!
      Obrigada pela visita (:

      Beijinhos

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  2. Olá tudo bem? Lindo seu blog, já estou seguindo. Ainda não conhecia o livro, mas gostei bastante da resenha. Beijos 😘

    https://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/?m=1

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    1. Que bom que gostou!
      Obrigada pela visita!

      beijinhos

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  3. Oi Nicole! Adorei a dica, sempre leio criticas muito positivas do autor, mas nunca li nada dele, agora já sei por onde começar! rs

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Záfon é sensacional, vale a leitura. É um ótimo começo haha
      Obrigada pela visita!

      Beijinhos

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